Justiça investiga Google por obter dados de redes Wi-Fi.

17 de junho de 2010


A promotoria de Nova York abriu uma investigação para determinar se o Google cometeu alguma infração por ter obtido dados de redes sem fios particulares enquanto tirava fotos para seu programa de mapas Street View, informou o "Daily News".

O jornal nova-iorquino, que não identifica suas fontes, informou em sua edição digital que o procurador-geral do estado de Nova York, Andrew Cuomo, está em contato com pelo menos cinco representantes de outros estados interessados em investigar os fatos.


O "New York Times" informa que um total de 30 procuradores-gerais de outros estados participaram na terça-feira de uma teleconferência para tratar o tema e decidir se coordenarão uma investigação conjunta.
As suspeitas se somam às despertadas entre usuários e autoridades de outras partes do mundo, especialmente na Austrália e na Europa, enquanto os americanos já apresentaram vários processos coletivos.

O Google admitiu que, durante a captação de informação feita com carros que tiram as fotos das ruas, obteve dados como nomes das redes particulares, IPs atribuídos pelos operadores e, inclusive, e-mails e senhas. A Google reconheceu no mês passado que a frota de veículos que usa para tirar fotos das ruas de todo o mundo e elaborar o Street View tinha recolhido informação de redes Wi-Fi de usuários durante vários anos, incluindo "fragmentos" de e-mails e buscas na internet, algo que o buscador virtual atribui a um "erro".

"A captura de dados foi um erro, mas achamos que não é nada ilegal. Estamos trabalhando com as autoridades competentes para responder suas perguntas e esclarecer as preocupações", afirmou um porta-voz da companhia por meio de um comunicado.

O "Daily News" afirmou que Cuomo está colaborando com os procuradores-gerais dos estados de Connecticut, Massachusetts, Missouri, Maryland e Illinois, depois que a Google reconheceu ter recopilado 600 Gbytes de dados pessoais.

"Violar a privacidade dos particulares e das empresas é uma questão extraordinariamente séria", afirmou o procurador-geral de Connecticut, Richard Blumenthal, em declarações ao "New York Times".

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